quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Anjos do Silêncio


tempera e ouromineral sobre madeira
310x210 mm

O nome dado a este ícone, que é uma adaptação de um pormenor de um fresco catalão do séc. XII (S.Paulo de Casseres), deve-se ao facto de os anjos nele representados estarem a segurar, cada um deles, numa trompeta acústica.
Este instrumento, muito antigo, servia para ampliar a capacidade de audição, de modo a que fosse possível ouvir sons emitidos a grandes distâncias.

Cristo em Majestade



tempera sobe madeira e ouro mineral
305x220 mm

A representação de Cristo Glorioso, sentado num trono é de origem bizantina e apresenta-se com ligeiras diferenças consoante a interpretação dada pelo iconografo aos textos da sagrada escritura em que se inspira e à respectiva tradução em imagem.
O presente ícone, é a interpretação de uma criação recente de um iconografo russo,Vadim Garin, que foi buscar a sua inspiração à visão de S.João descrita no livro do Apocalipse(IV, 2-9). Esta passagem descreve a pessoa de Jesus Cristo sentada num trono erguido no Céu e envolto num arco-iris de aparência semelhante a uma esmeralda.

Hodiguitria



tempera sobre madeira
500x340 mm

A imagem da Hodoguitria, em grego, «aquela que aponta o caminho», ocupa um lugar previligiado na iconografia da Mãe de Deus.
Trata-sede uma representação,comum ao oriente e ao ocidente cristão, atribuida a S. Lucas.
Em Roma, na igreja do apóstolo Mateus, encontra-se um destes ícones com o nome de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro».
A interpretação que aqui se apresenta foi retirada de um ícone russo do séc. XV. Nela pode-se ver o colo de Maria formar como que um trono para o seu próprio filho que ela, com uma mão, segura e com a outra O mostra como Caminho.

S. João Baptista – O Anjo do Deserto


tempera e folha de ouro sobre madeira
410x290 mm

S.João Baptista, tradicionalmente considerado como o último dos profetas, é também venerado como o primeiro dos mártires.
Neste ícone, S. João está representado segundo uma tradição bizantina, como um anjo de grandes asas, o que corresponde à forma como ele é visto por profetas e evangelistas, como um mensageiro celeste que anuncia a vinda do Messias.
Conhecido pela sua ascese, na medida em que viveu retirado no deserto é frequentemente apresentado vestido com uma túnica de pele de camelo, e diz-se que se alimentava de insectos e de mel silvestre, um tipo de alimentação própria de quem habitava o deserto.
O estilo não naturalista das figuras e das composições dos ícones permitiu que se representasse S. João Baptista a segurar a sua própria cabeça dentro de uma taça consagrando-se assim o título de martir que a tradição da igreja desde sempre lhe atribuíu.

Eléousa



tempera e ouro mineral sobre madeira
415x320mm

Eléousa é um termo grego,habitualmente traduzido por «Virgem da Ternura» embora o significado mais preciso seja :«aquele que é misirecordioso».
O ícone que aqui se apresenta é uma interpretação de um ícone russo do sé.XV.
Pretende-se através dele expressar a proximidade entre o humano e o divino o que nos é dito pela forma como os rostos de Maria e do Menino se tocam e no modo como as mãos deles se exprimem.
Como em todos os ícones de Maria e de Jesus ainda menino, neste, o Menino Jesus tem um rosto amadurecido e um olhar grave, forma adoptada pelos iconografos para indicar que este menino tem um destino diferente de todos os outros.

Santíssima Trindade


tempera e folha de ouro sobre madeira
700x570mm

Este ícone, conhecido como a SS.Trindade de Andreï Roublov, é considerado no mundo cultural e religioso ligado à tradição cristã, como o ícone dos ícones.
O seu autor é reconhecido como um dos maiores iconografos de todos os tempos. O ícone foi-lhe encomendado em 1422 para uma igreja dedicada à SS. Trindade e é executado num dos períodos mais conturbados da história da Rússia, no tempo da invasão dos tártaros.
Esteve esquecido durante muitos anos, até que no ínicio do séc.XX, depois de um laborioso e delicado trabalho de restauro, recupera a sua beleza original e torna-se internacionalmente conhecido e venerado.

Na interpretação que se apresenta, nesta exposição, procurou-se reproduzir com a maior fidelidade possível a composição, o desenho e as cores do original, elementos, todos eles carregados de um rigoroso significado simbólico.

Esta representação da SS.Trindade, à semelhança de outras anteriores, tem como fundamento a narrativa da hospitalidade de Abraão, do Antigo Testamento (Gén. 18).
Os três visitantes recebidos por Abraão e Sara encontram-se representados por três anjos, simbolizando cada um deles uma das pessoas da SS.Trindade.
É usual atribuir ao Anjo da esquerda, a representação de Deus Pai, ao do centro a do Filho, e ao da esquerda do Espírito Santo.

Anunciação


Tempera e folha de ouro sobre madeira
355x315mm

Este ícone, conhecido como anunciação de Ustyug, é um trabalho russo do séc.XII.Corresponde a uma interpretação dada pela Escola de Novgorod, a uma lenda do Médio Oriente segundo a qual Maria teria sido uma das oito jovens escolhidas pelos sacerdotes judeus para fiarem e tecerem um novo véu para o templo. A lã que lhe confiaram era de cor vermelha, cor que é também a do seu manto.
Esse o motivo pelo qual, no ícone, Maria segura com a mão esquerda um novelo de fio vermelho no momento em que o Anjo S.Gabriel se encontra com ela para lhe transmitir a mensagem de que ela iria ser Mãe de Deus(Luc.I: 26-28).
Em cima, ao centro, vê-se um semi-circulo onde está representado o Ancião dos Dias (Daniel 7: 9). Simboliza o Filho de Deus que existe desde sempre e que é o mesmo que encarna em Maria.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Visita de Escolas

No dia 20 de dezembro dois grupos de alunos das ATL da St.Casa da Misericórdia de Aljubarrota e o Ninho de Alcobaça fizeram uma vista à exposição e em seguida assistiram à preparação da tempera e fizeram expiências de pintura sobre papel.