O Ícone – Espelho do Invisível e
Escola do Olhar
A palavra ícone, do grego eikon, tem servido, desde os primeiros tempos do cristianismo para designar as imagens de Cristo, de N. Senhora e dos Anjos que eram utilizadas nos atos litúrgicos ou veneradas como objetos de culto em casa dos crentes.
De acordo com os princípios da tradição, o ícone não deverá nunca ser considerado como um mero objeto de decoração, nem sequer como uma simples ilustração das Sagradas Escrituras.
O ícone é algo mais: um equivalente da mensagem evangélica indissociável da vida litúrgica; destina-se a re-presentar (tornar presente) uma realidade que está para além do visível e, nessa medida nos convida a entrar no nosso silêncio interior.
Na actualidade,uma das suas principais funções é a de nos ensinar a descobrir a novidade naquilo que há de mais antigo.
A sua execução, habitualmente feita em oficinas ligadas a mosteiros ortodoxos, obedece, há vários séculos, a um conjunto de regras carregadas de simbolismo, muito próximas de um ritual.
Os materiais usados são todos naturais: pranchas de madeira (cobertas com uma preparação de cola de pele de coelho e cré); ouro (em folha ou em pó); pigmentos minerais ou vegetais; gema de ovo (para a tempera) e cera de abelha(para a cera encáustica).
Os ícones expostos foram todos executados a tempera e folha de ouro sobre madeira preparada excepto um, que foi executado tal como o original, a cera encáustica (Cristo do Mosteiro de St.ª Catarina -Monte Sinai – séc. VII).

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